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PF deflagra a segunda fase da Operação Trevo em Recife

21/11/2014

Recife/PE – A Polícia Federal, em conjunto com a Secretaria de Defesa Social, com apoio da Polícia Civil, deflagrou na manhã de hoje (21) a segunda fase da “Operação Trevo” que, no dia 12.11.2014, desarticulou uma organização que agia em 13 estados da federação em atividades que se estendiam desde a prática do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis até a emissão de bilhetes de loteria, disfarçados como títulos de capitalização.

Cerca de 160 policiais, entre federais e civis, que estão dando cumprimento a 43 Mandados de Busca e Apreensão em residências e estabelecimentos comerciais e 25 Conduções Coercitivas nos bairros de Peixinhos, Imbiribeira, Boa Viagem, Jaboatão, São José, Ibura, Jardim Brasil I e II, Bairro Nova Olinda, Casa Caiada, Espinheiro, Macaxeira, Piedade, Afogados, Timbi, Santo Antonio, Boa Vista, Rosarinho, Casa Amarela, perfazendo um total de 19 localidades, todas em Recife. As buscas também estão acontecendo em 16 estabelecimentos comerciais.

Os objetos apreendidos, além das pessoas conduzidas para prestarem depoimentos, serão encaminhados para a Polícia Federal, onde serão colhidas as declarações das pessoas intimadas e contabilizado o material arrecadado, a fim de subsidiar as investigações que estão em andamento.

ENTENDA O CASO:

A Operação Trevo desarticulou uma organização criminosa que operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro. Outro segmento do grupo, com sede no estado de São Paulo, era responsável pelo fornecimento de máquinas eletrônicas programáveis (caça-níqueis), tanto para Pernambuco como para outros estados e até para o exterior.

Outro ramo, ainda, figurava como instituição financeira seguradora de incontáveis bancas de jogo do bicho no nordeste, garantindo o pagamento dos prêmios e promovendo lavagem de dinheiro. O tronco principal da organização registrou uma movimentação financeira registrada em bilhões de reais e atuava tanto no jogo do bicho como a comercialização de bilhetes lotéricos ocultados em título de capitalização em sua modalidade popular, apropriando-se dos valores que deveriam ser destinados a instituições beneficentes ou revertidos em capitalização, obtendo vantagem ilícita em detrimento do povo. Os investigados podem responder pela prática dos delitos de contrabando, crime contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a Economia Popular, jogo de azar e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam o limite de trinta anos.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

Contato: (81) 2137-4076

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