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Operação Nepsis prende homem que se passava por policial federal

Operação PF - MS

Homem se identificava como policial federal para solicitar propinas de organização criminosa
por publicado: 26/02/2019 10h22 última modificação: 26/02/2019 10h37

Campo Grande/MS - A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26/2), a segunda fase da Operação Nepsis, com o objetivo de prender um homem que se passava falsamente por policial federal, para solicitar propinas da organização criminosa desmantelada na primeira fase da Operação Nepsis, em 22/09/2018.

Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no município de Dourados/MS.

A organização criminosa investigada formou um verdadeiro consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul, que se estruturava em dois pilares: um sistema logístico de características empresariais e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso.

Nesse cenário, o preso identificou a oportunidade de se passar por agente de polícia federal e vender informações aos chefes da máfia dos cigarros sobre possíveis operações policiais, recebendo valores em nome de uma equipe inexistente de policiais federais fictícios, bem como em nome de membros do Poder Judiciário. Há registros de solicitação de pagamentos no valor de R$ 1 milhão, para prejudicar o andamento de uma suposta operação policial.

Além disso, o falso policial atuava auxiliando no escoamento logístico dos cigarros contrabandeados, prestando serviços de contra vigilância, ou seja, favorecendo o monitoramento pela organização criminosa da fiscalização policial nas rodovias.

O preso foi indiciado pelos crimes de organização criminosa e tráfico de influência.

Segundo a mitologia grega, Nepsis significa vigilância interior, estado mental de atenção plena. A operação foi assim batizada em alusão à vigilância necessária para se combater as sofisticadas atividades criminosas ligadas ao contrabando e à vigilância em relação à própria atividade de fiscalização estatal para conter a corrupção de servidores públicos.

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul

Contato: (67) 3368-1105