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Operação Joias do Oceano descapitaliza grupo ligado ao tráfico internacional de cocaína

Operação PF - SC

Grupo possuía patrimônio milionário, fruto de atividades criminosas
por publicado: 02/07/2019 09h06 última modificação: 02/07/2019 09h25

Itajaí/SC – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2/7) a Operação Joias do Oceano, visando à descapitalização de um grupo de traficantes que vinha atuando em ações de exportação de drogas para a Europa e outros países por meio dos Portos marítimos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

Cerca de 35 integrantes da organização criminosa já haviam sido presos no final de 2017, inclusive os chefes do grupo, quando foram identificadas remessas de mais de 8 toneladas de cocaína para países como Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, Turquia e México.

Em continuidade às apurações, identificou-se que os principais investigados possuíam patrimônios milionários em seus nomes e nos de terceiros (parentes, empresas e outros ‘laranjas’), passando então as ações policiais a se concentrar na licitude da aquisição dos bens e nos mecanismos usados para a lavagem do dinheiro do tráfico.

Como fruto dessas novas investigações, por determinação do Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de Itajaí, estão sendo sequestrados, apreendidos e bloqueados na data de hoje 25 imóveis, 23 automóveis e caminhões e 5 embarcações, além de maquinário pesado utilizado na logística retroportuária, cujos indícios revelam ter sido adquirido com o dinheiro ilegal do tráfico de drogas.Vários imóveis são de alto luxo, incluindo-se aí apartamentos nos condomínios mais renomados de Balneário Camboriú, Joinville e São Francisco do Sul, casa de campo e salas comerciais. Os automóveis seguem o mesmo padrão.

Além disso, 140 policiais estão cumprido 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Balneário Camboriú, Barra Velha, São Francisco do Sul, Joinville e Araquari para que possa haver maior aprofundamento das investigações. Foi determinada, ainda, a prisão preventiva de um dos principais líderes do grupo, que estava em liberdade condicional desde 12/2017.

Por suas condutas, os investigados responderão, ainda, pelo crime previsto na Lei 9.613/98 (lei de lavagem de dinheiro), que prevê pena de 3 a 10 anos de prisão, com aumento de um a dois terços por se tratar de reiteração criminosa.

Será concedida coletiva oficial, às 10h30, na sede da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí.

 

Comunicação Social da Delegacia da PF em Itajaí/SC

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