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Polícia Federal investiga fraudes em operações de crédito junto ao Banco do Nordeste

Suspeitas são de que um funcionário do banco facilitava o cometimento das fraudes
por publicado: 24/09/2019 15h50 última modificação: 24/09/2019 15h50

Caruaru/PE - A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje 24/09, a segunda fase da Operação Impunitas com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava fraudando operações de crédito, através da cooptação de laranjas, da utilização de empresas de “fachada” e de documentos falsos, para instruir operações de créditos bancário junto ao Banco do Nordeste. Grande parte dos recursos desviados são provenientes do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste.

A operação de hoje tem como finalidade o cumprimento de 02 mandados de prisão preventiva em desfavor de um bancário/servidor público e um empresário e 10 mandados de busca e apreensão, além da decretação de medidas cautelares diversas, dentre elas, o sequestro patrimonial de bens dos envolvidos, no valor de R$ 8 milhões e meio, prejuízo inicialmente estimado como resultado das ações do grupo.

*Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de:
Surubim/PE (04);
Caruaru/PE (01);
Toritama/PE (03);
Jaboatão dos Guararapes (1);
Cabo (1).

Policiais federais, divididos em 11 equipes, estão cumprindo as ordens judiciais.

Também foi autorizado o compartilhamento dos elementos obtidos nas investigações com a Secretaria da Fazenda Estadual (SEFAZ/PE) e com a Receita Federal do Brasil, medida essencial para o aprofundamento das apurações.

O trabalho, desenvolvido em estreita parceria com o Ministério Público Federal em Caruaru, teve sua primeira fase deflagrada ainda em 11/06/2019. Na época, foram cumpridos 04 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens, levados a cabo para preservar provas e garantir a recomposição dos prejuízos financeiros causados pela Organização Criminosa.

Após a análise do material apreendido na primeira fase da operação, foram trazidos para a investigação, novos indícios de participação de terceiros, inicialmente não identificados, motivo pelo qual se fez necessária a decretação de novas buscas em endereços de pessoas relacionadas aos crimes de falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

Durante essa nova fase das investigações foi possível obter indícios da prática de crimes de obstrução à Justiça e lavagem de dinheiro. Pelos crimes até então investigados, quais sejam, de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e associação criminosa, as penas ultrapassam, caso somadas, os 10 anos de reclusão.

 

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