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PF investiga gerente que extorquia empresas contratadas para prestar segurança às agências bancárias

Operação PF

Operação Saruman cumpre três mandados de busca em duas cidades de Minas Gerais
por publicado: 12/11/2019 09h49 última modificação: 12/11/2019 09h49

Belo Horizonte/MG – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12/11) a Operação Saruman, para combater atuação de um gerente da Caixa Econômica Federal, que estaria, na qualidade de fiscal de contrato, extorquindo empresa de segurança privada contratada pelo banco para prestar segurança às diversas agências bancárias em Minas Gerais.

Foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, dois em Belo Horizonte e um em Varginha/MG. Um dos mandados foi cumprido na gerência do banco.

O gerente era responsável pela elaboração dos editais de licitação, contratação e posterior fiscalização dos serviços de diversas empresas de segurança privada contratadas para prestar segurança às agências no Estado. Nessa função, passou a exigir vantagens de empresários, sob pena de inviabilizar o recebimento de faturas apresentadas para pagamento pelos serviços. Há, ainda, suspeitas de falsificação em guias de recolhimento de FGTS, visando a desonerar as empresas contratadas e, por conseguinte, possibilitar o pagamento de propinas. Estima-se que somente uma das empresas contratadas tenha pago em torno de R$ 1 milhão a título de propina para o investigado. Pelos serviços contratados, o banco paga mais de R$ 9 milhões por mês para prover a segurança de suas agências em Minas Gerais.

A Polícia Federal conta com o apoio da Corregedoria da CEF nesta operação, sendo que o inquérito policial visa, agora, a descobrir se outras oito empresas contratadas pelo banco no Estado também foram vítimas da atuação criminosa do investigado.

O envolvido responderá pelo crime de concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, com pena máxima de oito anos, havendo possibilidade de envolvimento de outras pessoas, inclusive outros servidores do banco, configurando uma associação criminosa que poderá elevar a pena para mais de 12 anos de reclusão.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

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