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Operação Títeres investiga esquema de candidaturas laranjas nas eleições de 2018

Operação PF

Objetivo da Operação Títeres é investigar associação criminosa que seria responsável por fraudes e desvios de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha
por publicado: 11/12/2019 10h09 última modificação: 11/12/2019 11h04

Boa Vista/RR - A Polícia Federal deflagrou hoje (11/12) a Operação Títeres*, que tem o objetivo de investigar associação criminosa que seria responsável por fraudes e desvios de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha durante o pleito eleitoral de 2018.

Policiais Federais cumprem 06 mandados de Busca e Apreensão em Boa Vista, Roraima. Os mandados foram expedidos pela justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima, após representação da Autoridade Policial pelas medidas e manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral.

As investigações tiveram início após constatação que determinado partido político, em Roraima, obteve um índice de “custo de votos em reais” referente às candidatas ao cargo de deputado federal ou estadual vinte vezes superior à média brasileira.

Com a análise dos dados, a PF identificou candidatas aos referidos cargos que, apesar dos recursos recebidos, obtiveram um número irrisório de votos. Certa candidata teria recebido quase R$ 105.000,00 e obtido apenas 9 votos, por exemplo.

Os indícios constantes no Inquérito Policial apontam que se tratariam de candidatas “laranjas”, que seriam utilizadas para obtenção de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para o grupo criminoso. Tais recursos seriam, então, destinados a candidatos que efetivamente disputariam o pleito ou utilizados para pagamentos de empresas de fachadas, ou por serviços que não teriam sido executados.

Apesar das candidatas investigadas serem de um partido político, a maior parte dos recursos destinados a elas seria oriunda de outro partido que participava de mesma coligação à época.

A autorização e execução da transferência de recursos do Fundo de Financiamento Especial de Campanha dependeria da presidência estadual dos partidos, bem como deles também dependeriam a escolha de candidatos e aprovação de suas respectivas prestações de contas.

Os principais crimes investigados são participação em associação criminosa, a falsidade ideológica eleitoral e a apropriação de valores do financiamento eleitoral, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos.

*O nome da operação faz referência aos títeres, fantoches movidos por terceiros por meio de cordéis ou manipulação direta das mãos de seu operador

Comunicação Social da PF em Roraima
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