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Polícia Federal desarticula esquema de desvio de recursos públicos em Roraima

Desvios de recursos destinados à saúde seria feito através de conluio em licitações
por publicado: 19/12/2019 08h56 última modificação: 19/12/2019 08h56

Boa Vista/RR - A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (19/12), a operação Godfather com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que seria responsável por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da Saúde Pública em Roraima.

A PF cumpre sete mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Roraima, após representação da Autoridade Policial e manifestação favorável do Ministério Público Federal. Mais de 60 Policiais Federais participam da ação em Roraima.

As investigações levantaram indícios da formação de um conluio entre os participantes de procedimento licitatório para fornecimento de alimentos para unidades de saúde estaduais de Roraima, inclusive do Hospital Geral de Roraima – HGR, no ano de 2017. O objetivo seria garantir a vitória de uma empresa já investigada no âmbito da operação Escuridão, deflagrada pela PF em 2018 para apurar desvios de recursos públicos no sistema penitenciário.

Entretanto, uma empresa que, em princípio, não faria parte do esquema, logrou-se vencedora do certame e teria sido cooptada pela organização para a participação da fraude e pagamentos de propinas. O esquema teria envolvimento de familiares de membros do poder executivo estadual, à época, e servidores públicos, além de empresários.

As propinas seriam distribuídas para viabilizar os pagamentos de faturas, permitir a renovação de contratos e garantir o atesto fraudulento de recebimento de refeições.

As investigações também apontam para a atuação criminosa da empresa investigada em outros contratos, como um firmado com a Prefeitura de Boa Vista, por exemplo, para fornecimento de alimentos ao Hospital da Criança Santo Antônio.

Apenas do governo estadual, a empresa já teria recebido mais de 14 milhões de reais entre agosto de 2017 e abril de 2019, período cuja documentação bancária e fiscal já constam consolidadas pela investigação. O contrato continua em andamento.

Os investigados poderão responder, na medida de sua participação, pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, superfaturamento, extorsão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

*O nome da operação faz alusão ao sobrenome do principal personagem do filme “O Poderoso Chefão”, o qual é coincidente com o nome da principal empresa investigada.
 

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