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PF investiga grupo especializado em fraudes previdenciárias

Operação PF

Operação Panoptes foi deflagrada simultaneamente com a Operação Alcatraz
por publicado: 09/02/2020 21h05 última modificação: 11/02/2020 09h45

Macapá/AP - A Polícia Federal deflagrou na sexta-feira (7/2) a Operação Panoptes, para desarticular organização criminosa especializada em fraudes à Previdência Social, no estado do Amapá. A ação decorre de trabalho em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF).

Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em Macapá/AP, sendo um na residência e outro no local de trabalho do investigado.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Tribunal de Justiça do Amapá – TJ/AP, onde o servidor investigado desenvolvia suas funções, fornecendo informações privilegiadas a outros membros da organização criminosa, sem qualquer relação com as atribuições desta instituição.

A operação é um desdobramento da operação Ex tunc, iniciada em 2016, que apura a existência de uma organização criminosa composta, inclusive, por servidores públicos, voltada para a realização de diversas fraudes no âmbito da execução penal de custodiados do Instituto de Administração Penitenciaria do Amapá (IAPEN), sobretudo para obtenção de benefícios indevidos de auxílio-reclusão junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

O prejuízo estimado causado ao erário, de acordo com o conjunto das investigações, é de R$ 38 milhões.

No mesmo dia, também foi deflagrada outra operação da Polícia Federal, em simultaneidade com a presente, denominada Alcatraz, visando a melhor instrução das investigações criminais.

Os investigados poderão responder, na medida das suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, favorecimento real e organização criminosa, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 29 anos e 3 meses de reclusão.

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

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