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PF combate o tráfico internacional de drogas na Bahia

Operação PF

Operação Olossá desarticula organização criminosa que enviava drogas para a Europa por meio de mulas
por publicado: 14/03/2020 09h00 última modificação: 16/03/2020 11h23

Salvador/BA – A Polícia Federal deflagrou no sábado (14/3) a Operação Olossá, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes, cujo modus operandi principal consistia na utilização de mulas para transporte de cocaína para a Europa, por via aérea, escondida nas bagagens.

Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Salvador e Ipiaú, na Bahia, além de Ananindeua, no Pará, todos expedidos pela 17a Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador.

A investigação teve início em maio de 2019, a partir de informação recebida pelo serviço de Disque Denúncia da Secretária de Segurança Pública da Bahia.

A partir daí, identificou-se que o chefe da organização criminosa era proprietário de uma barraca de praia, em Lauro de Freitas/BA, e usava o estabelecimento para aliciar pessoas – as chamadas mulas – para levar a droga. Ele também era o responsável por providenciar os passaportes, as passagens e ainda fornecia os euros para custear as despesas da viagem.

Ao longo da investigação, foram presas dez pessoas tentando embarcar com cocaína em aeroportos da Bahia, Pernambuco, Ceará, São Paulo e Paraná, e mais outras três pessoas responsáveis pela entrega das malas já prontas, com a droga escondida, para as mulas. No total, foram apreendidos nessas ações pouco mais de 25 kg de cocaína.

Cada viagem podia render até R$ 500 mil para a quadrilha e a mula recebia em torno de R$ 20 mil no caso de êxito no transporte da droga.

Verificou-se, ainda, que grande parte das pessoas aliciadas fornecia o mesmo endereço à Polícia Federal para a confecção do passaporte, fato que também chamou a atenção. Disso, inclusive, decorreu o nome da operação, já que o endereço falso declinado era na Ladeira do Olossá, no bairro de Itapuã, na capital baiana.

Os investigados irão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e falsidade ideológica, cujas penas, somadas, podem ultrapassar os 28 anos de reclusão.

 

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