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PF deflagra 3ª fase da operação Rota BR-090 para investigar esquema de desvios de recursos públicos

Operação PF

Nesta fase, denominada Zig-Zag, o objetivo é desarticular uma organização criminosa que conduz recursos públicos destinados a obras de manutenção rodoviária no Estado de Minas Gerais
publicado: 18/03/2020 09h40 última modificação: 18/03/2020 09h40

Belo Horizonte/MG –  A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (18/3)  a 3ª Fase da Operação Rota BR 090, denominada de “Zigzag”, em Minas Gerais. O objetivo é desarticular uma organização criminosa, formada por servidores e empresários, que conduz recursos públicos destinados a obras de manutenção rodoviária no Estado de Minas Gerais para regiões onde o esquema de corrupção encontra-se estabelecido e institucionalizado. Os trabalhos são realizados em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).

A fase “Zigzag” consiste no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens de 10 pessoas físicas e jurídicas, impedimento das empresas envolvidas contratarem com órgãos públicos e afastamento cautelar de quatro servidores do DNIT/MG. O trabalho conta com a participação de 65 policiais federais e 8 auditores da CGU, nos municípios de Belo Horizonte/MG, Prata/MG, Teófilo Otoni/MG, Cássia/MG, Pará de Minas/MG, Uberlândia/MG, Vespasiano/MG e Governador Valadares/MG e em Brasília/DF.

Investigações realizadas pela PF, em parceria com a CGU, apuraram indícios de fraude ao caráter competitivo de processos licitatórios, recebimento de vantagens indevidas, bem como superfaturamento de contratos em unidades do DNIT em Minas Gerais, inclusive na Superintendência Regional. O DNIT/MG, desde 2014, celebrou contratos com as empresas envolvidas no total de R$ 413 milhões.

 Os investigados poderão responder por fraude ao caráter competitivo de procedimentos licitatórios e na execução dos contratos, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e organização criminosa, além das sanções previstas na lei nº 12.846/13 e na lei nº 8.666/93. As penas previstas para estes crimes, somadas, podem alcançar até 40 anos.

 

 

 

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