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PF desarticula esquema criminoso em agência do Banco do Nordeste

Operação PF

PF deflagra a Operação Escaparate (3ª Fase da Operação Impunitas), de combate a crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, de lavagem de dinheiro e de constituição de organização criminosa.
publicado: 15/07/2020 00h00 última modificação: 16/07/2020 10h48

Caruaru/PE – Nesta manhã (15/7), a Polícia Federal em Caruaru deflagrou a Operação Escaparate (3ª Fase da Operação Impunitas), com a finalidade de dar cumprimento a 1 mandado de prisão preventiva, 01 mandado de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias de 11 pessoas físicas e jurídicas, sequestro de bens e afastamento de sigilo fiscal de 9 pessoas físicas e jurídicas, além da intimação de 8  pessoas identificadas como supostos “laranjas”, medidas cautelares expedidas pela 27ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Surubim/PE e região,

As investigações foram iniciadas em março de 2019 e tinham por objetivo descortinar a atuação de organização criminosa instalada na agência do Banco do Nordeste no município de Santa Cruz do Capibaribe/PE. O grupo era especializado na prática crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (arts. 4º e 19 da Lei 7.492/86), Peculato (art. 312 do Código Penal), Lavagem de dinheiro (art. 1º, da Lei 9.613/98) e constituição e participação em Organização Criminosa (art. 2º, da Lei 12.850/13).

Os trabalhos apuratórios iniciais resultaram na deflagração das duas primeiras fases da Operação Impunitas (11/06/2019 e 24/09/2019), oportunidades nas quais foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e 02 mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de valores e sequestro de bens dos investigados. Os trabalhos culminaram com a identificação do líder, o ex-gerente da agência do Banco do Nordeste em Santa Cruz do Capibaribe/PE, no indiciamento de 30 pessoas por envolvimento nas práticas criminosas investigadas e na identificação de fraudes que resultaram em prejuízos financeiros aos cofres públicos superiores a R$ 10 milhões.

 

As análises das quebras dos sigilos bancários dos investigados apontaram que, entre os anos de 2016 e 2020, essas pessoas movimentaram valores da ordem de R$ 379 milhões, o que demonstra a capacidade operacional destes investigados.  Dos valores obtidos fraudulentamente pelos investigados, pelo menos R$ 19 milhões, tiveram origem no Fundo Constitucional de Desenvolvimento ao Nordeste, recursos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento do Nordeste, por meio da concessão de créditos às micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais. 

As investigações continuam em curso para apurar a participação de terceiros nos crimes já identificados, além da prática de outros crimes, sendo possível afirmar que já há elementos substanciais que denotam a existência de mais crimes de lavagem de dinheiro, crimes contra o SFN e desvios de recursos públicos, de forma que continuam em análise novas medidas a serem executadas em breve.

Comunicação Social da Polícia Federal em Caruaru/PE

Contato:  (81) 3721-1485 / 0133 / 1485